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A autora veio ao mundo a 14 de Junho de 1971: por acidente e pressa em nascer, em Vila Nova de Gaia.
É, no entanto, portuense de gema, daquela particular mistura de sangue dos conquistadores, dos tripeiros invictos e das vendeiras do bolhão, o que se nota quando lhe foje a mão, da pena, para a espada ou o pé, do salto fino, para o chinelo.
É “geminiana”, gémeos com ascendência em gémeos, dizem os peritos, o que, apesar de a autora se atrever despudoradamente a negar à partida uma ciência que desconhece, sempre explicaria muita coisa. Pelo menos as múltiplas personalidades que lhe apontam os mais próximos e, particularmente, as várias facetas com que aqui se apresenta.
É, sem dúvida, a rapariga voodoo deste livro que, se por um lado vive com um coração crivado de alfinetes, que impedem a aproximação de quem quer que seja – são estes as dores e os fantasmas do passado, a maldição de que se acha possuidora -, por outro, não se inibe de dar umas alfinetadas a quem e quando é preciso e, voodoo, bem, para já nunca experimentou ...
Não acredita na felicidade.
A felicidade, quem sabe para se vingar, passou-lhe à porta, tomou um café, ficou o suficiente para mostrar que existe e deixar saudades, acenou e foi-se embora.
Quis ser bailarina, pianista, sobretudo médica. Acabou por cursar Direito, como queria o pai, porque “artista nem pensar” e a “medicina não é para senhoras sensíveis”.
Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa (Centro Regional do Porto) em 1994 e desde então advoga, com gosto e convictamente, na cidade do Porto.
É pós-graduada em Direito da Comunicação pela Universidade de Coimbra. É, desde 2004, Mestre em Direito Civil, pela UCP – Porto, e é agora, ainda nesta veneranda instituição (quem bem nos acolhe...), doutoranda em Direito Civil, sempre na vertente do Direito da Família.
É mãe de um diabrete com quase seis anos, que a obriga, apesar de ainda nova, a pintar o cabelo e que só não apanha tanto quanto merece porque é absurdamente lindo.
Renegou Deus há muito e acredita numa entidade superior que nos rege, mas que, em qualquer caso, não se preocupa de todo connosco, individualmente – e colectivamente? - considerados. Acredita, pois, que estamos entregues a nós proprios e segue, por isso, sempre que consegue, o Tao Te Ching, que ensina que o melhor caminho é o de menor resistência. Sobrevivência, em suma, com sabedoria.
É provavelmente a maior fã adulta do Principezinho e anseia em tudo ser como ele.
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